Novela em Destaque: Você se lembra do fracasso "Amor e Revolução"?

Amor e Revolução é uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT de 5 de abril de 2011 a 13 de janeiro de 2012, em 204 capítulos, na faixa as 22h, substituindo a reprise de A História de Ana Raio e Zé Trovão, e sendo substituída por Corações Feridos, engavetada desde 2010, porém, desta vez, a faixa de novelas muda para o horário das 20h30. Escrita por Tiago Santiago, com colaboração de Renata Dias Gomes e Miguel Paiva e com direção de Reynaldo Boury, Luiz Antônio Piá e Marcus Coqueiro e produção-executiva de Sérgio Madureira. É uma obra representativa na história da teledramaturgia do país por ser a primeira telenovela a ter a ditadura militar brasileira como parte central de seu enredo e a exibir um beijo entre duas pessoas do mesmo sexo.
Graziella Schmitt, Cláudio Lins, Thaís Pacholek, Gustavo Haddad, Lúcia Veríssimo, Licurgo Spínola, Patrícia de Sabrit, Reynaldo Gonzaga e Nico Puig interpretam os papéis principais, numa trama que narra uma história de amor entre José Guerra, filho de um militar, e Maria Paixão, líder de um movimento estudantil que combate com forças armadas a ditadura militar no Brasil. O amor de Maria Paixão e José Guerra – proibido por lutarem por causas diferentes – é chamado de “à la Romeu e Julieta”, a famosa peça de teatro escrita pelo poeta William Shakespeare no final do século XVI, na qual dois jovens se apaixonam mas são impedidos de amar pelas famílias que são rivais.
A ditadura militar é o “eixo” principal da trama, segundo o autor, mostra a revolução que aconteceu no país entre os anos 60 até o final dos anos 80, envolvendo a moda, a música, a chegada da televisão na vida da família brasileira e vários outros aspectos que mudaram ao longo desses anos, e o título da novela, Amor e Revolução é correspondente ao amor de Maria Paixão e José Guerra, fora o romance das outras personagens. Foram investidos mais de 25 milhões de reais na produção da telenovela.

Produção
As gravações da novela começaram dia 10 de janeiro de 2011, com um treinamento militar, os atores tiveram aulas sobre como manejar armas e atirar com Sérgio Farjalla Jr., preparador do elenco da grande produção cinematográfica brasileira Tropa de Elite. Para as cenas de ação, os atores aprenderam sobre artes marciais, aulas de expressão corporal e coreografia de luta para a composição de cenas e caracterização de personagens. As gravações se encerraram no dia 26 de agosto de 2011, completando mais de 6 meses de gravações.
Tiago Santiago, de início, pensou em abordar na trama a história do revolucionário Che Guevara, mas não houve acordo com a família do mesmo e a história foi esquecida.
O produtor executivo, Sérgio Madureira sofreu no dia 11 de fevereiro de 2011 sofreu um Acidente Vascular Cerebral e ficou em coma profundo em São Paulo. O produtor acabou falecendo na manhã do dia 30 de março de 2011. Sérgio estava a mais de dois meses em coma e sua morte acabou abalando os atores e os produtores da telenovela.
Os teasers da produção passaram a ser exibidos em 22 de fevereiro de 2011, com 16 segundos de duração, anunciando a produção para abril.

Escolha do elenco
Para escolher a atriz que interpretaria a protagonista Maria Paixão, uma líder estudantil, Tiago Santiago e Reynaldo Boury promoveram ampla busca. Dayenne Mesquita e Alice Braga foram cogitadas para o papel – que acabou ficando para Graziella Schmitt, a única atriz aceita no elenco que precisou fazer testes.
O protagonista, Cláudio Lins já protagonizou a novela Uma Rosa com Amor, adaptada por Tiago. Ele foi exclusivamente convidado para o papel. Tantos outros como Patrícia Dejesus, Joana Limaverde, Luciana Vendramini, Isadora Ribeiro e Gisele Tigre tiveram convite exclusivos e com exceção de Gisele, todas participaram de Uma Rosa com Amor.

Depoimentos
Para encerrar todos os capítulos de Amor e Revolução, foram usados depoimentos de pessoas que sofreram com a ditadura militar entre 1964 a 1985, seu tempo de duração. José Dirceu foi o primeiro a gravar o depoimento, que durou cerca de 70 minutos. O material captado foi elogiado pelo diretor da trama Reynaldo Boury: “Foi maravilhoso, tranquilo”. Dirceu foi um líder estudantil na época, preso no final da década de 1960 e liberado após o sequestro de um embaixador americano arquitetado por guerrilheiros, se exilou na Cuba e após o fim da ditadura virou um político importante. A produção da telenovela aguardou o sinal verde da assessoria da Presidente da República Dilma Roussef, a qual também tem forte identificação com o período político, a mesma negou. Muitos políticos ou apoiadores da causa, na época, negaram dar depoimento, alegando ter medo de que mudem o que falaram na edição do vídeo.
Apartir de julho de 2011, os depoimentos foram tirados do ar. A equipe da telenovela explicou que haviam apenas depoimentos contra o golpe militar, e nenhum a favor, sendo assim, abolindo os depoimentos.

Chamadas
O SBT exibiu, no dia 9 de março de 2011, uma chamada de 5 minutos com cenas da trama, em que resumia toda a história e dizia “Só o SBT tem a coragem de passar a limpo a história recente do nosso país”. A chamada foi vista como um ataque à Rede Globo, acusada de ter apoiado e de ter sido favorecida pela ditadura militar.

Vinheta de abertura
Com o começo da produção em fevereiro, a abertura conta com uma computação gráfica, usando uma técnica para que as pessoas desapareçam. Embalada aos som de “Roda Viva”, pela banda MPB-4, a vinheta de abertura mostra jornalistas, estudantes, políticos, artistas desaparecendo em cena, numa alusão aos desaparecidos ou capturados pelo regime militar.

Amanhã você confere mais sobre essa polêmica novela!
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Publicado em 23 de junho de 2012, em novela em destaque. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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