Estrelas da TV: O ator Caio Blat!

Caio Blat de Oliveira (São Paulo, 2 de junho de 1980) é um ator brasileiro.

Biografia
Cresceu no bairro do Ipiranga, na capital paulista, e, sempre demonstrou ter muito talento. Aprendeu a ler e a escrever com as avós, antes mesmo de entrar na escola. Desde cedo, revelou-se um jovem diferente do habitual. Quando estudou no Colégio Anglo-Americano, era sempre um dos primeiros da turma. De presente, em vez de brinquedos, ganhava livros. Muito dedicado à literatura, aos 12 anos, gastou a mesada inteira comprando a coleção de Agatha Christie, uma de suas autoras preferidas na adolescência. Leitor voraz de romances policiais e influenciado pela escritora, acabou escrevendo um, O Último Suspeito, ainda inédito. Mas Caio não aprecia apenas histórias de mistério. Dois de seus poetas favoritos são Castro Alves e Álvares de Azevedo; do último, produziu e protagonizou a peça Macário, em 2000. No período em que estudou Direito na Universidade de São Paulo, freqüentava o mausoléu de um dos primeiros professores da faculdade, onde tomava vinho e recitava poesia.
Foi descoberto aos 8 anos, quando acompanhava as irmãs em um teste numa agência de propaganda. A iniciativa de leva-lo partiu de sua mãe. Aprovado, acabou escalado para um comercial e dali em diante virou um rosto conhecido na publicidade. Já participou de pelo menos 200 comerciais. Autodidata, nunca chegou a se formar em artes cênicas, nem terminou o curso de Direito que começou na Universidade de São Paulo. Conta também com trabalhos expressivos em televisão, cinema e teatro.
Como ator televisivo, sua estréia foi aos 11 anos e deu-se no seriado O Mundo da Lua, da TV Cultura, em 1991. Logo de cara, contracenou com atores experientes, como Antônio Fagundes e Gianfrancesco Guarnieri. Na mesma emissora, ainda participou do programa educativo O Professor.
Em 1993 fez uma rápida passagem pela dramaturgia da Rede Globo ao participar de um episódio do seriado Retrato de Mulher, em que interpretou o filho da protagonista vivida por Regina Duarte. No ano seguinte, foi contratado pelo SBT e atuou em sua primeira novela, o remake de Éramos Seis. Nesse mesmo ano, integrou o elenco de outra produção da emissora, As Pupilas do Senhor Reitor, que por ventura tambem tratava-se de uma adaptação.
Depois disso, entrou em um período sabático de quatro anos, interrompido somente por uma participação no episódio Sangue no Araguaia do extinto Você Decide e pela encenação da peça O Homem das Galochas, que marcou sua estréia no teatro profissional. Em 1998 retornou às novelas do SBT e participou de Fascinação, contracenando pela primeira vez com a atriz Mariana Ximenes, sua namorada na época. Os atores ainda trabalharam juntos no filme Caminho dos Sonhos, em que fez uma pequena ponta, e, marcou a estréia de ambos nas telonas.
Em 1999 transferiu-se para a Rede Globo, emissora com a qual tem contrato exclusivo até os dias atuais, sendo o único canal de TV aberta para a qual presta trabalhos desde então. Em um primeiro momento cogitava-se sua participação na novela Suave Veneno, como o Jogador Renildo. Porém, o ator Rodrigo Faro levou o papel, e, o vídeo de seu teste para a personagem acabou nas mãos do diretor Jayme Monjardim, que o escalou para a minissérie Chiquinha Gonzaga. Nesse trabalho, interpretou o jovem João Batista, amante de Chiquinha, personagem da atriz Regina Duarte, que anos antes havia interpretado sua mãe em uma outra produção.
Também nesse ano, estreou em novelas da emissora ao participar de Andando nas Nuvens. No folhetim, repetiu par romântico com a atriz Mariana Ximenes, sendo que nessa determinada época já não eram mais namorados. Durante esse trabalho, foi campeão de cartas na Globo.
Em 2000 foi incumbido de interpretar o inescrupuloso Bruno de Esplendor, seu primeiro vilão, e, posteriormente, ganhou seu primeiro protagonista, o anjo Rafael de Um Anjo Caiu do Céu. Também em 2001 trocou uma cobertura na Barra da Tijuca por uma casa no Vidigal, favela de 12 mil habitantes na Zona Sul do Rio. Na época, selecionava atores da comunidade para o elenco da peça Êxtase, escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por ele. O espetáculo contava a história de dois jovens de classe média que chegavam a se prostituir para comprar drogas. Durante quatro meses, seguiu à risca a lei de sobrevivência que impera nos morros cariocas. Como todos os moradores, não podia chegar de táxi, pedir comida em casa ou correr pelas ruas da favela.
Depois de rodar o filme Lavoura Arcaica, em 2001 pôde mostrar uma faceta bem diferente daquela que nos acostumou a ver na TV. A oportunidade para isso aconteceu no polêmico Cama de Gato, de 2002, filme que não foi exibido em algumas salas de cinemas por conter cenas fortes de sexo. Caio, inclusive, apareceu em nu frontal em uma das cenas. Ainda em 2002 interpretou o arrogante Matheus na novela Coração de Estudante. Também estreou o espetáculo Extasê, em que despontou como diretor. Em seguida, atuou no longa Carandiru, baseado no livro de Dráuzio Varella, e, dirigido por Hector Babenco. Sucesso de público e crítica, a película ganhou diversos prêmios pelo Brasil. Simultaneamente, esteve em cartaz com a peça Miranda e também foi o responsável pela direção do texto Karma.
Em 2004 mostrou versatilidade e revelou sua veia cômica ao interpretar o maquiador Abelardo na novela Da Cor do Pecado. No teatro, atuou no espetáculo Leve, o Próximo Nome da Terra, e, em 2005, apresentou-se com a peça Liberdade Para as Borboletas, que contou também com Débora Duarte e Taís Araújo.
Depois de participar do longa-metragem Quanto Vale ou É por Quilo?, emendou quatro filmes: O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, pelo qual foi indicado na categoria de melhor ator coadjuvante pelo Prêmio Fiesp/Sesi-SP do Cinema Paulista e pelo Grande Prêmio do Cinema Brasileiro; Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, que lhe valheu a indicação na categoria de Melhor Ator pelo Prêmio ACIE de Cinema; Proibido Proibir, de Jorge Duran, em que ganhou o prêmio Lente de Cristal de melhor ator no Festival de Cinema Brasileiro em Miami; e Baixio das Bestas, de Cláudio Assis.
Também em 2006 integrou o elenco do remake de Sinhá Moça, como o abolicionista Mário, e, ainda participou de dois espetáculos teatrais, Mordendo os Lábios e O Mundo é um Moinho. Em 2007 esteve na superprodução da TV Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, como o seringueiro Xavier. Também esteve em cartaz no teatro com as peças Os Dois Cavalheiros de Verona e Chorinho. Nesse ano, venceu o prêmio Paulistanos do Ano na categoria de Melhor Ator, pela sua contribuição para a cidade.
Em 2008 viveu mais um vilão em sua carreira televisiva, o ambicioso Afonso, comparsa da governanta má Frau Herta, do remake de Ciranda de Pedra; e, em 2009, atuou na premiada novela Caminho das Índias, como o indiano Ravi. Na trama, sua personagem conheceu e apaixonou pela brasileira Camila, através da internet. Decidida a viver esse amor, a garota abandonou a família e os costumes no Brasil, e mudou-se para a Índia.
Nunca teve o estereótipo de galã, mas sempre atuou em papel de destaque nas novelas. O ator garante que a paixão pelos palcos e o cinema é maior que pela telinha. Em 2010 pôde ser visto em pelo menos cinco películas: Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, Os Inquilinos, Bróder, As Melhores Coisas do Mundo e O Bem Amado.
Com o filme Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, o intérprete do protagonista Zeca enfatizou a oportunidade que teve de pela primeira vez em toda sua carreira despontar em um personagem que tem a mesma idade que a sua. Na produção, Zeca, é um jovem escritor que passa pela crise dos 30 anos. No filme, contracenou pela primeira vez com sua mulher, Maria Ribeiro, vivendo também nas telas um casal.
Em Os Inquilinos, interpretou um rapper que estuda em um colégio da periferia e está em busca de uma vida melhor. Já em Bróder, viveu Macú, garoto envolvido com a criminalidade e que resolve sequestrar uma criança para se dar bem. Durante os trabalhos desse filme chegou a mudar-se para Capão Redondo, zona das mais violentas da periferia da cidade, que foi escolhida como locação.
Na versão cinematográfica de O Bem Amado, encarnou o repórter Neco Pedreira, autor de constantes ataques a Odorico Paraguaçu, porém é apaixonado por sua filha. Originalmente, a personagem foi feita por Carlos Eduardo Dolabella. Atualmente, prepara-se para as filmagens de mais um projeto, Xingú, de Cao Hamburger, que narra a história dos irmãos Villas Bôas, sertanistas que foram os idealizadores da reserva do Xingu, no Mato Grosso, a primeira terra indígena homologada pelo governo em 1961.

Vida pessoal
Trabalha como voluntário da Associação dos Amigos da Criança, que atende a 400 menores carentes em Campinas. Foi nesse lugar onde conheceu seu filho adotivo, Antônio.
Em 1996, aos 15 anos, namorou a atriz Mariana Ximenes. A relação foi bastante duradoura e estendeu-se por três anos. Em 2000 foi a vez da cantora Preta Gil, cinco anos mais velha, conquistar o rapaz. O namoro foi relâmpago e durou apenas oito meses. Em 2001 conheceu a cantora lírica Ana Ariel e quinze dias depois casou-se com ela. Juntos, deram entrada ao processo de adoção de Antônio. O casamento chegou ao fim em 2004 e, após a separação a custódio do menino ficou com a ex-mulher. Em 2006 começou a namorar a atriz Maria Ribeiro, com quem casou-se em novembro de 2007. Os dois são pais do pequeno Bento, nascido em janeiro de 2010. É espírita.

Amanhã, nesse mesmo horário, tem mais!

Publicado em 18 de julho de 2012, em Estrelas da TV. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: