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Lembrança ESPECIAL (atrasada, mas especial) para o Dia das Mães!


Às Mães que apesar das canseiras,
dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes,
com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor;

e às que choram, doridas e inconsoláveis,
a sua perda física, ou os vêem “perder-se”
nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;

Às mães ainda meninas, e às menos jovens,
que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem,
têm a valentia de assumir uma gravidez – talvez inoportuna e indesejada –
por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior
e um Dom que não se discute e, muito menos,
quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil
e indefeso que lhe foi confiado;

Às mães que souberam sacrificar
uma talvez brilhante carreira profissional,
para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos
e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos,
souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno
e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;

Às mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes,
tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem
mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho
que se lembre delas, de as abraçar e beijar…;

Às mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas,
não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto,
num qualquer lar, na cidade ou no campo,
e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga
que lhes leia ao menos uma carta dum filho…;

Também às mães que não tendo dado à luz fisicamente,
são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade
e abnegação, para tantos que por mil razões
não tiveram outra Mãe…

…e finalmente,
também às mães queridíssimas
que já partiram deste mundo e que por certo
repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício…

A todas as Mães, a todas sem excepção,
um abraço e um beijo cheios de simpatia e de ternura!

E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite!
E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!

ESPECIAL MULHERES: GRANDE ENCERRAMENTO!!!

MULHERES…
De todas as cores e de várias idades. Do tipo atrevida, do tipo acanhada, do tipo vivida. Casada, carente, solteira, feliz, donzela e meretriz…
MULHERES…
Cabeça e desequilibradas. Confusas, de guerra e de paz. Todas elas me fazem feliz, pois são todas demais!
Afinal, o que seria o mundo sem elas?
O mundo sem elas seria bem diferente. A mulher é essencial desde a criação. DEUS, após criar Adão, viu que o homem, sozinho, não seria capaz de viver. Daí, DEUS criou Eva, um ser humano com a sensibilidade, capaz de ser útil para o bem e para o mal.
A mulher foi criada para ser ajudadora do homem.
O homem é seco, pouco compreensivo e sem a maleabilidade que a mulher tem (desculpe, o especial é da mulher, mas nós homens precisamos ouvir essa realidade). Pronto! Reestabelecido o contato.
A mulher é sensível e extremamente importante. A mulher como algo valioso, as mulheres no esporte, as mulheres na música, na política, até as da bíblia. Todas elas são pessoas extraordinárias.
O que seria do mundo sem as fortes opiniões femininas e os tons de rosa XOK pairando no ar?
O mundo seria sem cor. Seria sem brilho.
“ESPECIAL MULHERES – AFINAL O QUE SERIA O MUNDO SEM ELAS?”
Seria bem pior do que já é!
Nosso especial termina aqui. Dia 4 o blog muda de cor, que será uma surpresa pra você!
Junto com a mudança de cor, o “Vai bem, Vai mal” volta ao ar, agora no comando de Daniel Marques.
UHTV! Informação de Qualidade pra Você!

Especial Mulheres: ESTER, um grande exemplo para todas mulheres!


Ester – Um Exemplo de Coragem e Sabedoria
“Disse outra vez o rei a Ester, no segundo dia, no banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu desejo?
Até metade do reino, se te dará” (Ester 7:2).
A Palavra de Deus nos conta a história de uma linda jovem judia casada com um rei ímpio que não conhecia o Senhor. O seu nome era Ester e o do seu marido era Assuero (Xerxes). Não havia, em todo o império persa, mulher mais bonita do que ela.
Logo cedo, o Senhor decidiu tirar os seus pais da sua vida. Com a morte deles, ela foi adotada por seu tio Mardoqueu. Ele a educou com muito amor, ensinando-a a amar o seu povo, o povo judeu.
O plano de Deus para a vida de Ester já estava dando os primeiros passos. A cada dia, o Senhor cuidava dela, preparando o seu coração, a sua mente e cada detalhe de sua vida. Ela jamais poderia imaginar que, um dia, seria a rainha daquela terra onde ela e o povo judeu eram exilados.
Enquanto Ester, na sua cidade, vivia o seu dia a dia, no palácio real se desenrolava um acontecimento que iria mudar completamente a sua vida e a vida de Vasti, a esposa do rei Assuero.
Estava havendo no palácio uma grande festa. O rei, então, mandou chamar a rainha Vasti para fazer parte daquela reunião, porém ela, veementemente, se negou a participar de uma festa onde só havia homens embriagados. Este NÃO da rainha soou muito forte perante o rei e seus convidados. Ouvindo ele o conselho de um de seus conselheiros, decidiu banir, para sempre, da sua presença a rainha. Agora, ela não seria mais a poderosa rainha, não seria mais a mulher mais poderosa do Oriente Médio.
Não sabemos muita coisa sobre este fato mas de uma coisa temos certeza: a mão do Senhor estava agindo em todos estes acontecimentos. Ele, por ser um Deus onisciente, já sabia o que iria acontecer no futuro. O plano perfeito dEle estava caminhando a fim de salvar o Seu povo.
Amada irmã, você se lembra de algum fato que aconteceu em sua vida e, lá na frente, você descobriu que tudo foi para o seu bem, ou para o bem da sua família, ou para o bem daquela pessoa que você ama, ou para o bem da sua igreja…? Como filhas de Deus devemos confiar no Senhor porque a Sua Palavra nos diz que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus …” (Rom 8:28). Se você, irmã, ama a Deus, Ele está cuidando de você com todo o cuidado que somente um Deus onipotente, onisciente e onipresente pode ter. E é nessa confiança que eu e você vemos a beleza da fé.
“Oh Senhor! Que a minha fé me faça repousar em Teus braços.
Que a cada dia, eu possa me colocar no Teu altar para que me conduzas ao longo do caminho, andando bem próxima a Ti.
Não sei o que o futuro me reserva mas sei que tens o melhor plano para a minha vida.
Obrigada por eu poder Te chamar de Pai!
Amém!”
Deus estava cuidando de Ester, a jovem judia da tribo de Benjamim. Ele estava preparando para ela algo que jamais passara por seu coração. Deus iria usá-la para salvar o povo judeu.
Como a rainha Vasti foi deposta da posição de rainha, agora, o rei estava precisando escolher uma jovem para ocupar o seu lugar. Dentre muitas jovens, Ester foi chamada para fazer parte do harém do rei. Recusar ir para o palácio significava assinar sua sentença de morte. Ela teve que ir e Mardoqueu, seu tio, pediu que ela não contasse a ninguém que era judia. Ele seguiu os conselhos do tio.
Ester era uma “… jovem bela de presença e formosa…” (Est 2:7b). Além de ser muito bonita, ela tinha grande sabedoria e teve um tratamento preferencial de Hegai. A Bíblia nos relata o quanto ele ajudou Ester (Em cada detalhe dos acontecimentos, vemos a mão de Deus trabalhando na vida dela). No livro de Ester 2:9 lemos: “E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele; por isso se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus quinhões, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei; e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres.”
Ah, irmã, veja como a mão do nosso Deus estava direcionando tudo! Como vemos o Seu plano para a vida de Ester se encaixando pouco a pouco! Como vemos o plano perfeito de Deus acontecendo na vida dela!
Assim como ela, nós também temos o privilégio de Ter o mesmo Deus direcionando a nossa vida para atingir o plano que Ele tem para mim e para você. Temos o mesmo Deus cuidando do nosso caminhar, cuidando do nosso dia a dia. Cabe a nós repousarmos em Seus braços, crendo que Ele tem sempre o melhor para nós. Cabe a mim e a você descobrirmos as oportunidades que o Senhor coloca diante de nós e trabalharmos nelas a fim de que possamos ser úteis a Seu reino.
Muitas foram as mulheres que, corajosamente e em sacrifício da própria vida, lutaram para ser útil ao Senhor. Dentre tantas podemos falar um pouco de…
Ester – jovem mulher que arriscou a sua vida por amor ao Senhor e a Seu povo. Ao saber que estava havendo uma conspiração contra o seu povo (Hamã, o homem mais importante depois do rei, por odiar Mardoqueu, preparou uma conspiração contra os judeus) jejuou, orou e arriscou a sua vida comparecendo diante do rei e pedindo a ele por seu povo (comparecer diante do rei sem ser convidada, mesmo sendo sua esposa e rainha, era arriscar a vida). O rei recebeu-a e concedeu o que seu coração tanto desejava.
A Palavra de Deus nos diz que o coração do rei está nas mãos do Senhor. Deus, literalmente, mudou o coração do rei e ele recebeu Ester com muita alegria.
Maria – jovem judia que se tornou a mãe do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Arriscou a sua vida e quase perdeu o seu noivo, José, quando foi concebida do Espírito Santo. Em momento nenhum ela hesitou em aceitar o que o anjo veio lhe anunciar da parte de Deus.
Corrie Ten Boon – mulher que arriscou a sua vida, ao esconder, no porão da sua casa, judeus que estavam sendo perseguidos e mortos, na Segunda Guerra Mundial. Por amor ao Senhor ela passou anos em campos de concentração onde viu suas irmãs morrerem.
“Betty Scott Stam – viveu poucas décadas porque, em 1931, sua fé corajosa e destemida a levou a trabalhar na China como missionária. Capturada em uma rebelião comunista, essa mulher, cujo lema de vida foi ‘Para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho’ (Fip 1:21), ajoelhou-se ao lado do marido, curvou a cabeça e foi decapitada. Posteriormente, 700 alunos do Instituto Bíblico Moody compareceram ao culto em memória de Betty Stam e consagraram suas vidas para trabalhar como missionários sempre que e onde quer que Deus os chamasse” (Elizabeth George).
Irmã, que o nosso amor ao Senhor seja tão grande quanto foi o amor destas mulheres que são exemplos de mulheres segundo o coração de Deus.
Será que, um dia, você terá seu nome escrito nesta galeria de mulheres que amaram a Deus e que foram mulheres de fé, fortes e corajosas?
A rainha Ester, através do seu ato de coragem e sabedoria, conseguiu, junto ao rei, que lhe desse dois dias para que seu povo pudesse se defender da sentença de morte.
Por causa da mão de Deus, da coragem de Ester e da mudança que houve no coração do rei, o povo judeu conseguiu vencer os inimigos.
Veja, irmã, a bondade de Deus para com seu povo.
Veja, no seu dia a dia, a bondade de Deus para com você e para com aqueles que você ama.
O nosso Deus é um Deus fiel, que cuida de nós, apesar dos nossos defeitos, pecados e infidelidade para com Ele.
Deus cuidou de Ester e direcionou-a a fim de que Seu plano perfeito para o Seu povo se tornasse realidade.
Deus usou Ester, uma órfão judia, para Seus propósitos e também poderá usá-la, querida irmã, para cumprir os propósitos dEle mesmo sendo você a pessoa mais improvável que exista.
Você está disposta a agir de maneira sábia e corajosa, mesmo tendo que enfrentar perigos ou mesmo a morte para estar no centro da vontade de Deus?

AMANHÃ TEMOS O GRANDE ENCERRAMENTO DO NOSSO ESPECIAL. ÀS 9 DA NOITE, VOCÊ NÃO PODE DEIXAR DE LER!

O mês das mulheres está chegando ao fim!

O mês de março voou e o nosso “Especial Mulheres” está chegando ao fim.
Amanhã, às 9 da noite, tem o GRANDE ENCERRAMENTO do nosso especial, com uma edição de arrepiar, onde a verdadeira homenagem à verdadeira mulher vai ser apresentada.
Até o presente momento, apresentamos grandes exemplos de mulheres, mulheres que se superaram, que mudaram a história da humanidade.
Na última edição do especial, vamos focar em você, mulher tradicional, que luta, batalha e sente as emoções de uma simples e batalhadora mulher.
Você homem, adolescente, mulher, não deixem de acompanhar nosso especial.
Daqui a pouco vai rolar o último especial sobre as mulheres da bíblia.

Especial Mulheres: Raabe a mulher que escolheu ajudar, acreditar e confiar!


“Porém, aquela mulher tomou os dois homens, e os escondeu…” (Josué 2:4).
Raabe, juntamente com Sara e Joquebede, faz parte da galeria dos grandes heróis da fé de Hebreus 11.
Vejamos o que a Palavra de Deus nos fala de cada uma delas:
1) Sara – (casada com Abraão, o amigo de Deus) “Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido” (Hebreus 11:11).
2) Joquebede – (casada com Anrão e mãe de Moisés) “Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei” (Hebreus 11:23).
2) Raabe (não era casada mas era, na verdade, uma prostituta) – “Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias” (Hebreus 11:31).
Como vemos, Raabe era uma prostituta. Ela não tinha a mesma educação, nem o mesmo conhecimento de Deus como tinham Sara e Joquebede. Sabemos que ela fez escolhas que agradaram a Deus e que a fez ter o mesmo valor destas outras duas mulheres de fé, diante do Senhor.
Ela fez escolhas certas porque já tinha ouvido falar no Deus de Israel. Ela ouviu falar no Deus que fazia milagres diante de todo o povo de Israel para favorecê-lo. Ela jamais poderia imaginar que, um dia, estaria frente a frente com dois israelitas que iriam precisar da sua ajuda.
O Senhor já, de antemão, preparava o seu coração. Ela, provavelmente, admirava este povo cujo Deus fazia tantas maravilhas. Por já amar este povo, ela, então, decidiu ajudar aqueles dois espias israelitas, provando que tinha fé no Deus Todo Poderoso que, com certeza, a livraria de uma morte certa.
Apesar de ser prostituta, ela tinha qualidades que, hoje em dia, é difícil de se encontrar, até mesmo, entre mulheres de Deus. Raabe era…
1- uma mulher corajosa (Você, amada irmã, teria coragem de morrer por amor a Cristo?);
2- uma mulher que tinha um coração muito bom (Você tem misericórdia daqueles que estão sofrendo? Você ajuda aqueles que estão necessitando de você mesmo pondo em risco a sua própria vida como fez Raabe?);
3- uma mulher de muita fé (Você crê em tudo que a Bíblia diz? Você crê que Jesus morreu em seu lugar? Você crê que Ele nos garante a vida eterna? Você crê que aceitando Jesus como seu Salvador, você se reconcilia com Deus Pai? Você crê que aceitando Jesus você fará parte da família de Deus?).
Em Hebreus 11:6, a Bíblia nos diz que “… sem fé, é impossível agradar-Lhe.”
Sejamos como Sara que creu que o Senhor daria a ela um filho de cuja linhagem nasceu o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Sejamos como Joquebede que, apesar de ter lançado o seu filho (Moisés) no rio Nilo, ela creu que o Senhor estava no controle de tudo.
Sejamos, finalmente, como Raabe que, mesmo não sendo judia, ajudou os dois espias enviados por Josué porque creu no Deus de Israel.
Por causa de sua fidelidade ao povo de Deus, o Senhor a poupou, como também a toda a sua família quando da destruição de Jericó.
Além de tudo isso, ela ainda casou com Salmon, viveu em Israel e foi a mãe de Boaz, aquele que se casou com Rute que foi a bisavó do rei Davi. Jesus, o nosso Senhor e Salvador foi, então, descendente de Raabe, a prostituta.
Quando estamos andando com o Senhor, quando pela fé cremos que o Ele está no controle de tudo, bênçãos são derramadas em nossa vida.
Nunca duvide do Senhor! Creia que Ele não é apenas seu Deus mas é também seu Salvador. Confie e nunca duvide, pois …
“A dúvida vê os obstáculos. A fé vê o caminho.
A dúvida vê a escuridão da noite. A fé vê o dia.
A dúvida tem medo de dar um passo. A fé eleva-se nas alturas.
A dúvida pergunta: ‘Quem acredita?’ A fé responde: Eu.” (Elizabeth George)
Raabe recebeu do Senhor muitas bênçãos graças a alguns passos que ele decidiu dar:
1- Ela, apesar de não fazer parte do povo de Deus, ajudou os espias enviados por Josué;
2- Ela, apesar de não fazer parte do povo de Deus, acreditou naqueles dois homens;
3- Ela, apesar de não fazer parte do povo de Deus, creu na promessa de que eles poupariam a sua vida e a vida de sua família quando Jericó fosse destruída.
Vemos na Bíblia que Deus nos oferece inúmeras promessas. Dentre tantas, vemos …
a) a Sua promessa em não nos abandonar (Hebreus 13:5) …
“… Não te deixarei, nem te desampararei.”
b) que Ele supre as nossas necessidades (Filipenses 4:19) …
“O meu Deus, segundo as Suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.”
c) que Ele nos dá a salvação (Romanos 10:9) …
“… Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”
Ah, amada irmã, existem promessas mais preciosas do que estas? Todas elas nos fazem exultar de júbilo, de alegria e de agradecimento a este Deus tão amoroso que cuida de nós, supre todas a nossas necessidades e, além de tudo isto, ainda nos dá a salvação eterna junto a Ele.
Confiemos no Senhor, sejamos mulheres que mostram ao mundo perdido, uma fé inabalável, uma fé que nos deixam confiante no Deus que nunca falha!
Tenhamos a fé de Raabe que, corajosamente, enfrentou o rei, não entregando os espias e arriscando perder a sua própria vida. Ela não conhecia as palavras que, no futuro, um apóstolo de Jesus (Pedro) diria ao sumo sacerdote, mas o seu coração, certamente, falava as mesmas palavras dele …
“… Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
Tenhamos a fé de Raabe que, agora, conhecendo o Deus de Israel, sabia que a sua cidade seria destruída mas ela queria a sua salvação e a salvação de toda a sua família. Ela queria a salvação física mas, principalmente, a salvação espiritual que daria a ela e a todos os seus, a vida eterna.
Raabe fez um grande bem a estes dois homens judeus porque, não só conhecia os feitos maravilhosos do Deus deles mas também porque ela tinha uma natureza amorosa. Esta característica que tinha Raabe deve ser seguida por nós, pois é a própria Bíblia que nos exorta em Gálatas 6:10 quando diz … “… enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.”
Certamente, Raabe sofreu com a destruição da sua cidade e do seu povo mas, por outro lado, se alegrou por Deus ter dado a ela, uma prostituta, a oportunidade de servi-Lo, amá-Lo e fazer parte do Seu povo.
Muitas vezes, nos maravilhamos com as decisões que o Senhor faz. Podemos ver, por exemplo, Ele escolhendo pessoas imperfeitas para por em prática o Seu plano perfeito. Vejam este quadro:
Raabe – uma prostituta de cuja descendência nasceu Jesus, o nosso Salvador.
Sara – uma mulher estéril que, aos 90 anos, deu à luz Isaque.
Moisés – um homem gago usado por Deus para falar com Faraó e salvar o seu povo da escravidão do Egito.
Davi – um jovenzinho que cuidava de ovelhas e se tornou rei de Israel e um homem segundo o coração de Deus.
Paulo – um homem perseguidor de cristãos que levou o evangelho a todo o mundo ímpio.
Jumenta de Balaão – que foi usada pelo Senhor para impedir Balaão de amaldiçoar o povo judeu.
Vemos que Deus transforma vidas, muda corações, fortalece os fracos… e pode também mudar a mim e a você. Temos somente que ficar atentas ao Seu chamado e querer, de todo o coração, servi-Lo e estar sempre pronta a dizer: “Eis-me aqui” (1 Samuel 3:6).
Estejamos sempre prontas para servir ao Senhor a qualquer hora, a qualquer momento …
“Senhor Deus, meu Pai, ajuda-me a saber sempre os Teus planos para a minha vida.
Que eu possa reverenciá-Lo e obedecê-lo sem duvidar e sem questionar.
Obrigada por dar-me oportunidades de falar do Teu amor e plano de salvação aos perdidos.
Obrigada por sempre preparar o melhor para a minha vida.
Que eu possa ser corajosa, destemida e uma mulher cheia de fé assim como foi Raabe.
Amém!”

Especial Mulheres: Ana, uma mulher que orou!

“Levantou-se Ana […] Ela, com amargura de alma, orou ao Senhor, chorou muito.” (1Sm 1.9a-10.) A Bíblia nos conta a história de uma mulher extraordinária, Ana. Ela viveu no período dos juízes. Uma época em que “não havia rei em Israel: cada um fazia o que achava mais reto” (Jz 21.25). Seu esposo chamava-se Elcana, homem da tribo de Efraim, filho caçula de José.
Ana e Elcana moravam nas regiões montanhosas de Efraim, em Ramatain- Zofim. Ele era amoroso e procurava sempre agradar sua amada esposa, quer com palavras de ânimo, quer por meio de atitudes de honra e confissões de seu amor sincero.
Entretanto, Ana tinha uma grande angústia em seu coração: ela era estéril. Nunca poderia gerar filhos. O passar dos anos ia consolidando sua tristeza. Sentia-se incapaz de corresponder ao amor de seu marido, dando-lhe um fruto desse amor: um filho; semente abençoada para perpetuar o nome da família e consagrar a união dos dois.
Há muitas mulheres que têm o amor do marido, são honradas por eles, mas não se sentem realizadas por causa de sua esterilidade. Muitas até sentem-se culpadas por não gerarem filhos. A angústia do coração faz adoecer fisicamente. Outras mulheres experimentam lágrimas doídas, provocadas pela irritação constante da inveja declarada de quem está tão perto, no convívio diário. Irritação que soa como um gotejar contínuo que enlouquece e faz perder a alegria de desfrutar da vida. São situações de conflito que amarguram o coração e, então, não se consegue ver o sol, mas apenas as sombras dos problemas crônicos.
O que fazer? Ana nos dá a resposta: orar. Orar com intensidade e firmeza. Orar com perseverança na direção da perfeita vontade de Deus. Arriscar pedir a realização do sonho de sua vida. Lançar sobre o coração de Deus toda a ansiedade do coração humano e esperar, com fé, o que vai acontecer…
Parecia que as palavras doces de Elcana não conseguiam entrar no coração de sua esposa: […] “Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?” (1Sm 1.8.) Ana não poderia trazer preocupações para seu marido. Ela precisava encontrar a solução e parar com sua atitude passiva de apenas chorar. Então, após terem comido e bebido, antes de retornarem para casa, naquele ano, “levantou-se Ana […] ela, com amargura de alma, orou ao Senhor, chorou muito” (1Sm 1.9a-10).
Ela tomou a atitude decisiva de guerrear no mundo espiritual: orar com toda intensidade, com suas lágrimas, com o coração transparente e sincero. Ana se derramou em súplicas diante de Deus. “E fez um voto, dizendo: ‘Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha’.”
(v.11.) Ana conhecia a história de Sansão, o campeão nazireu de Deus, que falhou por causa de seu pecado, mas ela sabia que Deus precisava de um “novo campeão” para ser usado por Ele naquela geração. Ana se dispunha a dar o seu melhor para Deus e para sua nação.
Há duas coisas muito importantes na oração de Ana a serem observadas: aqui, pela primeira vez, Deus é chamado nas Escrituras de “O Senhor dos Exércitos”, “Javé Sabaoh”. Ana sabia que se encontrava em verdadeira batalha espiritual, no âmbito familiar e também nacional. Sua nação estava vivendo sob o mau procedimento dos filhos do sacerdote Eli, que deixavam as ovelhas de Israel desprotegidas diante dos inimigos.
E havia guerra também dentro da casa de Elcana, com Penina constantemente provocando Ana e “espetando-lhe a carne” com palavras maldosas. Ana então orou ao Senhor dos Exércitos. Ela creu num Deus que domina sobre todas as coisas. Ela creu que o Senhor ouve o clamor dos fracos, indefesos e angustiados…
É muito importante que nos aproximemos de Deus crendo em sua existência e que Ele é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). É preciso saber quem é o nosso Deus.
Qual a amplitude do seu poder. Qual é a dimensão do amor que Ele demonstra por seu povo. É importante saber que “não sabemos orar como convém, mas que o Espírito de Deus nos assiste em nossas fraquezas e intercede por nós, sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26), aleluia! É preciso orar com fé.
“Demorando-se ela no orar perante o Senhor, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso Eli a teve por embriagada.” (v.12-13.) Ao orar com toda a intensidade de sua alma, Ana agora iria enfrentar um julgamento falso a seu respeito. Eli a teve por embriagada e
chamou-lhe a atenção. Ela poderia ter-se sentido ofendida e nunca mais querer retornar a Siló, perante o sacerdote Eli. Mas sua luta não era no campo humano. Sua guerra era espiritual. Sua resposta estava nas mãos do Senhor e era para Ele que ela deveria olhar. Somente para Deus.
“Porém Ana respondeu: Não, senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o Senhor. Não tenhas a tua serva por filha de Belial; porque pelo excesso de minha aflição é que tenho falado até agora.” (v.15.)
Como é importante manter os olhos postos no Senhor e não em nós mesmos! Como Ana nos dá uma prova de um coração firme e confiante, ao responder com respeito a quem a ofendia… Ela se explicou respeitosamente e não levou em conta o julgamento precipitado de Eli. Quantos problemas seriam resolvidos de maneira mais fácil, se as pessoas não se sentissem tão facilmente ofendidas… Muitas mulheres criam verdadeiros “cavalos de batalha” com situações e palavras que não merecem tanta ênfase.
A verdade fala por si somente; não é preciso se importar com calúnias tolas a nosso respeito. E o sacerdote Eli trouxe uma palavra profética para Ana: […] “Vai-te em paz e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.” (v.17.) Era exatamente dessa palavra que Ana precisava: paz e confirmação da vontade de Deus em seu coração. Ela tomou posse da paz, e o texto nos diz que ela, a seguir, seguiu seu caminho e comeu, e já não era triste o seu semblante, aleluia!
Ali, naquele momento aconteceu a cura da alma de Ana. Foi quando se derramou, de coração, diante do Senhor; quando enfrentou incompreensão e calúnia e manteve-se firme em seu propósito de buscar a Deus, é que Ana experimentou a paz para prosseguir vivendo, crendo e sonhando os sonhos de Deus para si…
Hoje já não é mais preciso que algum sacerdote nos diga as palavras de Eli, pois as Escrituras nos garantem que Deus ouve as nossas orações. O Senhor deseja que lancemos sobre Ele toda a nossa ansiedade porque tem cuidado de nós, aleluia! A palavra profética para a nossa vitória em oração já foi pronunciada pelo Senhor Jesus: “Pedi e dar-se-vos-á…” (Leia Lucas 11.9-13.)
Ana se levanta no Velho Testamento como uma guerreira da oração. Ela recebe a resposta amada do Senhor: um filho, Samuel. Ela cumpre o voto que fizera, devolvendo seu filho para o serviço do Senhor; deixando-o no templo em Siló: “Pelo que também o trago como devolvido ao Senhor, por todos os dias que viver, pois do Senhor o pedi.” (v.28.) Não haveria melhor lugar para seu pequeno Samuel do que na casa do Senhor, no serviço do Senhor dos Exércitos, aleluia! E Ana com seu marido e o filhinho adoraram ao Senhor. Ana entoou um belíssimo cântico ao Senhor. Muitos anos mais tarde, Maria, iria cantar também a glória do Senhor e o cumprimento de sua Palavra, também por meio de um cântico semelhante ao de Ana.

Especial Mulheres: Luís Henriq assume especial falando das mulheres da bíblia!

A MÃE DE SANSÃO

“E havia um homem … cujo nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não tinha filhos” (Juízes 13:2).

Dentre tantas flores do jardim de Deus estão as Rosas, Hortênsias, as Saras, as Anas, as Rebecas e … aquela linda flor cuja fragrância chega até o Senhor com cheiro suave. É ela a esposa de Manoá.
Enquanto tantas flores do jardim de Deus tinham nomes, ela era conhecida apenas como … a esposa de Manoá. Eu não sei e você também não sabe o nome dela mas o Senhor sabe e a apresenta como uma mulher de valor.
Estudando sobre esta flor, bela aos olhos de Deus, descobrimos que seu perfume vem de sua humildade, de sua fé, de seu caráter.
A Bíblia nos diz que ela era casada com Manoá, “… homem de Zorá, da tribo de Dã …” (Juízes 13:2).
Assim como Sara, Rebeca, Ana e Isabel, ela também era estéril mas confiava no Deus que ouve e responde orações.
A sua vida não foi fácil, pois, em Israel, uma mulher não ter filhos significava que estava em pecado e, por isso, Deus a estava castigando. Muitos a olhavam com um ar de censura e isto deixava a sua alma angustiada. Por causa de tamanho sofrimento que ia além de suas forças, ela se achegou mais ao Senhor. Ela, mais do que nunca, estava precisando da Sua ajuda.

Muitas vezes me encontro na mesma situação da esposa de Manoá … precisando, urgentemente, da ajuda do Senhor. É quando, então, me achego mais a Ele, começo conversar com Ele, apresentando tudo aquilo que está me perturbando com um espírito humilde e de submissão.
A esposa de Manoá tinha, diante do Senhor, um espírito humilde que muito O agradava.

Quando colocamos, com humildade, a nossa vida no trono de Deus, tudo em nós é transformado e a nossa fé se fortifica.

Deus ouviu a oração da esposa de Manoá que com muita fé rogou a Ele que mudasse a sua vida e lhe desse um filho. O Senhor não só a ouviu como procurou dar a ela muitas bênçãos.
Juízes 13:3-5 nos mostram de que maneira ela foi abençoada …
“E o anjo do Senhor apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho. Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer coisa imunda. Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus.”

Assim como a esposa de Manoá que, humildemente e com fé, orou ao Senhor fazendo-lhe um pedido que vinha do fundo do seu coração, nós também, com humildade e fé, devemos colocar no altar do Senhor os nossos problemas sabendo que a Sua resposta será o melhor para a nossa vida.

Como seria nossa reação diante destas bênçãos que a mulher de Manoá recebeu?

1- Primeiramente, seria um privilégio receber em minha casa o Anjo do Senhor. Esta seria a primeira bênção que eu receberia acompanhada de uma alegria indescritível.

2- Depois, quando o Anjo do Senhor me dissesse que eu teria um filho, com certeza, meu coração exultaria de uma alegria sem igual. Esta seria a segunda bênção.

3- Em seguida, quando Ele me desse algumas instruções que deveriam ser seguidas por mim, eu iria perceber o quanto o Senhor estava se importando comigo. Esta seria a terceira bênção.

4- Finalmente, quando Ele me desse algumas instruções a respeito daquele filhinho que eu tanto almejava, eu iria perceber o quanto Ele estava se importando com ele. Esta seria a quarta bênção.

Foi assim que a esposa de Manoá se sentiu. Ela era uma pessoa importante para o Senhor que a estava abençoando por causa da sua forte fé. Ela não fez perguntas, não duvidou de nada mas saiu para contar a seu esposo dizendo: “Um homem de Deus veio a mim, cuja aparência era semelhante de um anjo de Deus, terribilíssima; e não lhe perguntei donde era, nem ele me disse o seu nome. Porém disse-me: Eis que tu conceberás e terás um filho; agora pois, não bebas vinho, nem bebida forte, e não comas coisa imunda; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre até ao dia da sua morte.”

Você tem este mesmo sentimento de fé da mulher de Manoá?
Você crê na Bíblia e nas palavras do Senhor?
Amada irmã, siga os passos da mulher de Manoá que não só amava o Senhor como cria nas Suas palavras e obedecia a Ele.

Vejamos o que o Anjo do Senhor disse a ela sobre o seu filho …

1) Ele seria nazireu desde o seu ventre até o dia que ele morresse. Não podia tomar vinho, nem bebida forte e nem comer coisa imunda. Sabemos que ela foi uma mulher obediente e fez, exatamente, como o anjo lhe disse.

2) Ele iria libertar o povo judeu das mãos dos filisteus.

Tudo que aprendemos do Senhor, assim como ela, devemos transmitir a nossos filhos. Coloque a Palavra de Deus em seus corações e peça ao Senhor que, no futuro, Ele os livre das influências do mundo e os firme em Seus caminhos.

Devemos amar o nosso Deus e, diariamente, agradecer a Ele as inúmeras bênçãos derramadas em nossas vidas … Sua proteção e cuidado diário.

“Senhor, que o meu caminhar diário chegue a Ti como um perfume suave!
Que eu possa ser colocada no meio das flores do Teu jardim e me transformar em uma delas.
Amém!”

A Bíblia nos diz, em Juízes 13:24, que a mulher de Manoá teve “um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou.”

Até aqui a conhecíamos como a mulher de Manoá, agora, a chamaremos de mãe de Sansão, que foi juiz em Israel e foi considerado o homem mais forte que já existiu na face da terra.
Antes, ela era uma mulher triste. Agora, ela se transformou em uma mulher feliz e realizada.

Amada irmã, você deve agradecer a Deus pela bênção de ser mãe e pelas lições preciosas que aprendemos na Sua Palavra.

As Mulheres e a democracia

Desde os combates épicos travados pelas mulheres para obterem o direito de voto aos esforços concertados desenvolvidos hoje, em todo o mundo, para introduzir quotas que visam aumentar o número de representantes eleitas, as mulheres tiveram sempre um aliado poderoso na democracia. Sabem que a participação democrática é o principal meio que permite que os interesses das mulheres estejam representados e tenham uma legitimidade social e uma resposta política sustentável.
O número incrivelmente reduzido de mulheres que ocupam cargos públicos – actualmente, uma média mundial de 19% nas assembleias nacionais – constitui um défice a corrigir. A participação das mulheres em todos os níveis do governo democrático – local, nacional e regional – diversifica a natureza das assembleias democráticas e permite que o processo de tomada de decisões responda às necessidades dos cidadãos que podem ter sido descuradas no passado.
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Eleições e participação significativa das mulheres na política
O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) apoia os esforços que visam aumentar a proporção de mulheres eleitas. Procura também reforçar a capacidade das mulheres no que se refere a desempenhar um papel legislativo eficaz, quando eleitas. No entanto, o desafio de assegurar a igualdade de género ao nível da participação política não se limita à consecução de melhores rácios quantitativos entre homens e mulheres no decurso de um ano eleitoral. É por isso que o UNIFEM apoia igualmente as iniciativas que visam aumentar a eficácia política das mulheres antes e depois das eleições, nomeadamente adoptando “medidas temporárias especiais” em conformidade com o artigo 4 da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW).
Ainda que vários países – como a Albânia, a Bolívia, o Burquina Faso, o Egipto e o Senegal – tenham adoptado quotas ou reservado assentos para as mulheres em 2008-2009, através de alterações à constituição, de reformas da lei eleitoral ou da introdução de leis sobre a igualdade, o número de países onde essas medidas foram aplicadas continua a ser muito reduzido, apesar de as quotas e reservas de assentos terem, em média, possibilitado uma maior representação das mulheres, independentemente do sistema eleitoral.
O UNIFEM apoia as campanhas levadas a cabo pelas organizações da sociedade civil para defender a adopção de medidas temporárias especiais e presta assistência técnica aos países para pôr em prática tais medidas.
Reconhecendo que o desafio de garantir a igualdade das mulheres na participação política não se limita à obtenção de melhores rácios quantitativos entre homens e mulheres durante um ano eleitoral, o UNIFEM procura também reforçar o papel legislativo das mulheres, uma vez eleitas. Estratégias como a formação de grupos multipartidários, a nível parlamentar e local, podem proporcionar o apoio dos pares, necessário para promover a igualdade de género ao nível da agenda legislativa e política. No Afeganistão, no Burundi, no Quénia, em Moçambique, no Uganda e no Ruanda, o UNIFEM apoiou a criação de grupos parlamentares de mulheres, de redes de pares entre as vereadoras, o reforço das capacidades dos grupos de mulheres nos domínios da análise da legislação sob uma perspectiva de género e da elaboração de estratégias de implementação.
Construção de uma base política de apoio e educação cívica
Um elemento crucial para assegurar uma participação efectiva e significativa das mulheres na política é a criação de uma “base política de apoio à igualdade das mulheres”. É por isso que o UNIFEM apoia iniciativas na Bolívia, nos Camarões, no Nepal e no Sudão que visam elaborar agendas políticas, acordadas a nível nacional, a favor da igualdade de género. O UNIFEM continua a prestar assistência técnica aos ministérios da condição da mulher, aos observatórios e às comissões, a fim de que possam desempenhar um papel importante nos esforços dos governos para integrar as questões da igualdade de género. Entre estes, citemos a elaboração de planos nacionais sobre igualdade de género, a integração da igualdade de género nos processos relacionados com o planeamento e a formulação de estratégias nacionais de desenvolvimento, nos planos de segurança nacionais e nas políticas ambientais.
Governação democrática e obrigação de prestar contas
O UNIFEM também se esforça por melhorar uma governação democrática sensível às questões de género  e a obrigação de prestar contas em relação às mulheres. O UNIFEM colabora com o PNUD numa iniciativa mundial plurianual que visa melhorar a qualidade da governação do ponto de vista da capacidade de as mulheres acederem aos serviços públicos. Em Marrocos, a iniciativa trabalha com o Ministério da Justiça para facilitar o acesso das mulheres aos tribunais de família. No Ruanda, foi dado apoio ao observatório da igualdade de género, a fim de melhorar a sua capacidade de monitorizar a prestação de serviços agrícolas às mulheres.
A nível local, o UNIFEM trabalha com as autoridades da Colômbia, Índia, Mali, Namíbia e Tanzânia, a fim de que o planeamento e os orçamentos reduzam as disparidades de género que afectam as mulheres da comunidade.
Legislação e políticas sensíveis às questões de género
O UNIFEM procura ajudar, consultar e apoiar as democracias em fase de desenvolvimento através da promulgação de leis e de políticas que tenham em conta as questões de género, concentrando essencialmente a sua acção na igualdade de género na lei e na governação, na violência contra as mulheres, no trabalho, na saúde e na pobreza. O UNIFEM está particularmente empenhado na eliminação de disposições discriminatórias que figurem em leis ou políticas em vigor e na inclusão de disposições relativas à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres. Na Costa Rica, o UNIFEM apoiou o trabalho da Associação de Trabalhadores Domésticos (ASTRADOMES), para preconizar a reforma do Código do Trabalho do país, que foi aprovada em 2009. No Burundi, o apoio do UNIFEM contribuiu para a adopção de alterações ao Código Penal, tendo em vista aumentar as penas aplicáveis aos autores de violência contra as mulheres e punir a violação conjugal no Burundi.
A participação das mulheres no processo de consolidação da paz
Nas sociedades que saíram de um conflito, a prioridade do UNIFEM é dar mais voz às mulheres e aumentar a sua influência nos processos de estabelecimento e consolidação da paz, nomeadamente no que se refere à formulação de políticas e à atribuição de financiamentos, para responder de uma forma adequada às necessidades de mulheres e raparigas no planeamento pós-conflito. O UNIFEM  desempenha, com frequência, um papel aglutinador, pondo em contacto mulheres que são activistas da paz, os representantes de alto nível da ONU e os dirigentes mundiais. No quadro dos eventos comemorativos do 10º aniversário da Resolução 1325 sobre as Mulheres, a Paz e a Segurança, o UNIFEM organizou, em Junho de 2010, “Dias Abertos”. Estes dias deram às activistas do Afeganistão, da Guiné-Bissau, do Nepal, do Paquistão, da República do Congo e da Somália a oportunidade de aceder aos membros que dirigem as missões da ONU e de governos.
Alargamento da democracia pelas mulheres: Transformar a política para alcançar a igualdade de género
O UNIFEM, em associação com o Fundo das Nações Unidas para a Democracia (FNUD) e a Divisão de Assistência Eleitoral do Departamento de Assuntos Políticos (DAP) reuniu num workshop, em Nova Deli, em Janeiro de 2010, vinte e um responsáveis da sociedade civil de dezoito países que trabalham para reforçar a participação das mulheres na competição política democrática e na governação. O workshop sobre Género e Democracia tinha como objectivo servir de plataforma para a discussão dos êxitos e dos desafios na implementação de projectos pilotos inovadores a nível das comunidades, analisar os obstáculos à participação das mulheres e dar um contributo para os esforços do sistema da ONU para promover a democracia.

Tendência de avanço da mulher na política

A representação da mulher na política e no exercício de cargos públicos está longe de refletir sua importância na sociedade. Entretanto, dois fatos recentes certamente contribuirão para o crescimento da presença feminina na vida pública – política e eleitoral.
Primeiro, foram as três mudanças recentes na legislação eleitoral e, mais recentemente, a eleição de Dilma Rousseff como primeira mulher a ocupar o mais alto cargo da República.

A segunda assegura que pelo menos 5% das receitas partidárias sejam destinadas à divulgação das causas, programas e interesses das mulheres. A terceira determina que pelo menos 10% do horário eleitoral dos partidos serão utilizados para difundir a participação política feminina.

A própria presença de duas mulheres na disputa da eleição presidencial já foi um indicativo importante da tendência que se vislumbra para um futuro breve.
Mas o fato de duas mulheres terem brilhado na disputa presidencial, além de ter levantado a autoestima feminina, é um indicativo importante na perspectiva de promover a igualdade de gênero e estabelecer novos parâmetros para mulheres e homens na sociedade do século 21.

No setor privado e no Judiciário, por mérito, via concurso público, e no Legislativo e Executivo pela disputa eleitoral e política. Viva a mulher brasileira.
Fonte: diap

A tendência, portanto, será de crescimento da presença das mulheres em postos antes ocupados majoritariamente por homens. E a ampliação da presença mulher, tanto em postos de mando na iniciativa privada, quanto nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário se dará a curto e médio prazo.

O desempenho eleitoral das mulheres na eleição para a Câmara e Senado, que mantiveram suas representações nessas duas Casas do Congresso, com respectivamente 45 e 13, ficou aquém das expectativas.
A decisão política da presidente de reservar pouco mais de dez dos 37 cargos com status de ministro de Estado para mulheres, se cumprida integralmente, abrirá novos espaços de poder e decisão na esfera pública. Para que se tenha dimensão dessa decisão, basta dizer que desde a fundação da República apenas 17 mulheres ocuparam cargos de ministras de Estado.
A eleição de Dilma Rousseff para o cargo de Presidente da República, acompanhada do compromisso de que um terço do Ministério será composto por mulheres, algo como uma dezena de ministras, seguramente irá impulsionar, tanto culturalmente quanto materialmente, a participação da mulher na política.
As três mudanças na legislação eleitoral têm por objetivo ampliar a presença feminina nas disputas políticas e eleitorais. A primeira consiste na obrigatoriedade das cotas, ou seja, que nenhum dos sexos tenha menos de 30% de candidatos aos cargos eletivos.

Amanhã, nesse mesmo horário, o nosso especial passa a ser comandado por Luís Henriq. Com as “mulheres da bíblia”, ele falará de temas muito interessantes, onde mostra grandes exemplos de mulheres que marcaram o período em que viveram.

As Mulheres na Política

A mulher, que tem realizado ao longo dos tempos tarefas diversas com competência, algumas mais que o homem, levou o seu tempo a chegar à política  mas já aí está. E quase diria, que chegou, viu e venceu. Mas trabalhou para isso..

No nosso País, temos  exemplos de grandes mulheres com capacidades enormes para o desempenho da atividade política, oradoras por excelência, o mesmo acontecendo no plano mundial. 

As possibilidades de participação da mulher nos centros e órgãos de decisão política, tem vindo a ganhar cada vez mais força, particularmente nas duas últimas décadas e tem sido objeto de recomendações de diversas organizações internacionais, como a ONU, por exemplo, no sentido de se promover  a igualdade de homens e mulheres em todos esses órgãos.

A menor representação das mulheres na política, tem equivalência no problema do acesso difícil das mulheres às diversas esferas da vida  econômica, social e cultural, onde há e tem havido, grandes obstáculos e resistências colocadas no processo de admissão.
Vejamos que, só em 1911, em Portugal, foi nomeada a primeira mulher  professora universitária, uma dádiva da 1ª República, quando a Universidade já tinha 600 anos de existência.  

A igualdade nas possibilidades de acesso, aos mais variados lugares da política,  está longe de estar resolvido, mesmo nos países mais  desenvolvidos, apesar de ter havido evolução ao longo dos tempos. Todavia, devemos referir, que os entraves de conquistar a igualdade de oportunidades, foi inicialmente de ordem jurídico- político.

A mulher, tornou-se candidata a  um lugar na política, quando conquistou a entrada no mundo do trabalho. Isso aconteceu, mais concreta-mente, na altura da primeira guerra mundial, quando os homens foram levados para a frente das linhas de combate e deixaram os postos de trabalho, públicos e privados, disponíveis e elas avançaram e tiveram um bom desempenho. 

Em Portugal a entrada da mulher no mundo do trabalho quase que triplicou entre 1960 e1990, o que revela, entre outras coisas, que no início da década  de 90, mais de um terço das mulheres portuguesas, deixou de ser vista como dona de casa ou mãe. Apesar disso a função maternidade não foi desvalorizada, tornando-se uma função cumulativa.     

Mas,  a participação  feminina nos órgãos de poder político tem muito a ver  com  a abertura dessa possibilidade pelos partidos políticos. A filiação partidária deixou de ser exclusividade do sexo masculino, abrindo as portas às mulheres  e elas entraram e pela porta grande. 

Poderemos dizer, genericamente,  que, em Portugal, todos os partidos com representação parlamentar, não colocam qualquer entrave formal à participação política feminina, não exigindo, necessariamente, um total envolvimento intervencionista, até porque existe ainda hoje, uma diferença favorável à presença do homem, a quem, normalmente, é reservado o papel da intervenção.

Os lugares das mulheres na política não estão ainda totalmente preenchidos, quer dizer, ainda há espaço para elas, havendo, todavia, dificuldades de recrutamento na província, já que nos grandes centros as mulheres estão aí nas Universidades a ensinar  com grande competência e saber e são candidatas a um lugar na área política, também.     

Apesar de muito sacrificada, a mulher sempre foi uma vencedora. 

Respeitemo-las por todos os motivos, política incluída.   

Fonte: SOUSA FARIAS